Justiça recebe do governo a Cidade Judicial de Santo Domingo Leste; iniciará plano de abertura gradual 

O Ministério de Obras Públicas e Comunicações (MOPC) entregou ao Poder Judicial, ao Ministério Público e à Defensoria Pública o edifício que abrigará a Cidade Judicial de Santo Domingo Leste, em um ato liderado pelo presidente da República, Luis Abinader.  

No encontro, o juiz-presidente da Suprema Corte de Justiça (SCJ), Henry Molina, afirmou que, com o início do plano de abertura da Cidade Judicial, “reafirmamos o princípio que deve guiar todo esforço de transformação em nosso sistema: colocar a pessoa no centro da justiça”. 

Com a entrega da Cidade Judicial de Santo Domingo Leste, “em pouco tempo ficará para trás a era dos contêineres, das audiências realizadas em salas mal iluminadas, com um calor sufocante, onde testemunhas e vítimas juntas — e às vezes réus — esperam horas por uma justiça que parece sempre à beira do colapso”. 

Molina também sustentou que “será o fim dos detentos que chegam em condições desumanas e depois são amontoados em celas improvisadas, onde o cheiro da desesperança é mais forte que o da umidade. Aproxima-se o fim de policiais judiciais esgotados tentando impor ordem na desordem, enquanto os familiares choram nos corredores da impotência, vítimas também da burocracia”. 

Nesse sentido, o presidente do STJ manifestou que este edifício não é apenas um espaço físico, mas o reflexo de uma nova cultura judicial baseada na eficiência, transparência e dignidade. Seu design responde à alta demanda de casos, deixando para trás os contêineres, as salas precárias e a superlotação desumana. Aqui, a justiça deixa de ser um caos sufocante para se transformar em um serviço ágil e digno para todos. 

Asimismo, Henry Molina afirmó que la nueva estructura significa también que la mora judicial deberá reducirse y que las víctimas encontraran respuestas oportunas. Que los procesos sean más ágiles y que los jueces y juezas cuenten con las herramientas necesarias para impartir justicia de manera oportuna y que cada persona que cruce estas puertas será tratada con respeto y equidad. 

“Significa, além disso, que a A justiça deve estar a serviço das pessoas, no al margen de la sociedad. Una justicia inaccesible, lenta o distante es una justicia que pierde su razón de ser.”   

Por sua vez, o ministro de Obras Públicas, engenheiro Deligne Ascención, explicou que, ao assumir o cargo naquela instituição no ano de 2020, constataram que a construção da Cidade Judicial estava em 20% de sua obra e praticamente paralisada; por isso, após analisar o projeto e levar em consideração as opiniões técnicas do Poder Judiciário e do Ministério Público, comprometeram-se a entregar uma obra com altos padrões de qualidade. 

“Finalmente, com grande satisfação estamos entregando a maior e mais moderna edificação para uso de instituições públicas construída por qualquer governo nos últimos 50 anos. Desde a construção dos edifícios que abrigam repartições públicas ao redor da Praça da Bandeira, não havia sido realizada um investimento da magnitude destinada para a edificação desta Cidade Judicial”, assegurou o ministro.  

Como a Cidade Judicial SDE será habilitada 

O Poder Judiciário prevê que a Cidade Judicial comece a prestar serviços de forma gradual no segundo semestre de 2025. Atualmente, estão em andamento as licitações para a habilitação das áreas de serviços, jurisdicionais e administrativas, aquisição do mobiliário e equipamentos tecnológicos, de acordo com o estabelecido pela Lei nº 340-06 sobre Compras e Contratações de Bens, Obras e Serviços, e seu regulamento de aplicação.  

Esta Cidade Judicial será o modelo de prestação de serviço do sistema de justiça e servirá como um centro de formação para replicá-lo no resto do país.  

Sobre a obra 

O edifício será a primeira cidade judicial da República Dominicana que concentrará de forma separada o Poder Judiciário, o Escritório Nacional de Defesa Pública e o Ministério Público, e impactará uma população de 2 milhões e 900 mil habitantes com acesso a um serviço de qualidade, oportuno e eficiente.  

Trata-se da primeira obra deste tipo, a qual será uma referência regional e servirá de modelo para as que serão construídas nos demais departamentos judiciais do país. O edifício foi erguido em um terreno de 15.346 metros quadrados e a estrutura de 62.632, conta com quatro pavimentos e um subsolo para estacionamentos. Exibe uma arquitetura contemporânea, uso de linhas limpas, em vidro, tecnologia integrada e com aposta na sustentabilidade.    

Da mesma forma, contará com um grande átrio central que dividirá os módulos do Poder Judiciário, da Defensoria Pública e do Ministério Público. Os blocos destinados ao Poder Judiciário compreendem 22 salas de audiências, criminais, cíveis e trabalhistas e Juizado de Paz, um centro de atendimento ao usuário, um centro de mediação, centro de entrevistas e 109 gabinetes de juízes. 

Participaram da atividade, além do mandatário, o juiz presidente do Tribunal Constitucional, magistrado Napoleón Estévez, o procurador adjunto Andrés Chalas em representação da Procuradora, o senador da Província Santo Domingo Antonio Taveras, o prefeito dessa localidade, Dio Astacio, e Rodolfo Valentín, diretor do Escritório Nacional da Defesa Pública. 

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