
Juízes e juízas dos departamentos judiciais da zona sul do país concordam que, entre os grandes avanços do Poder Judiciário durante o ano de 2023, está o combate para a erradicação da mora judicial em nível nacional.
Os magistrados Henry Caraballo Matos, juiz segundo substituto da Câmara Criminal do Tribunal de Apelação de Barahona; Ana M. Acosta Collado, juíza primeira substituta e presidente de Sala da Câmara Criminal do Tribunal de Apelação de San Juan de la Maguana; e Luz del Carmen Matos Díaz, juíza presidente da Câmara Criminal do Tribunal de Apelação de San Cristóbal, destacaram os trabalhos que são impulsionados no PJ para garantir o acesso à Justiça, a eliminação da mora e a transparência.
Para o juiz Caraballo Matos, a mora judicial afeta a dignidade humana e vulnera os direitos fundamentais das pessoas, no entanto, aduziu que é a primeira vez que, a partir do Poder Judiciário, se faz frente a essa problemática de maneira séria.
Asimismo, o juiz deu como exemplo que, no Departamento Judicial de Barahona, erradicaram a mora judicial e trabalham de forma incansável para evitar o seu retorno.
“Para contribuir com a erradicação da mora a nível nacional, o Poder Judiciário implementa desde o ano de 2022 o Sistema de Gestão de Casos, com o qual se facilita o trabalho dos tribunais, elimina-se o acúmulo de documentos em papel e avança-se rumo à eficiência administrativa; este sistema foi implementado para gerenciar internamente os processos de maneira digital em todos os tribunais a nível nacional na matéria Cível e Comercial, o Tribunal Superior Administrativo e Trabalhista”, explicou o magistrado Caraballo Matos.
Por sua vez, a magistrada Luz del Carmen Matos Díaz assegurou que em San Cristóbal estão implementando medidas intensivas para digitalizar os processos judiciais, garantir transparência e reduzir os tempos de resposta aos usuários no trâmite dos expedientes, desde que chegam à sede, até que são julgados na etapa recursiva e de execução de decisões.
“Estamos convencidos de que a política de zero mora garante a dignidade e os direitos das pessoas, o que implica respeito ao acesso oportuno à justiça e evita que os litigantes tenham que esperar indefinidamente para obter uma decisão, privando-os do direito de recorrer ou que desperdicem recursos em processos intermináveis, que desgastam emocionalmente e arruinam patrimônios”, afirmou.
Enquanto isso, a magistrada Ana M. Acosta Collado, do Departamento Judicial de San Juan de la Maguana, destacou os avanços do Poder Judiciário por meio da tecnologia, o que garantiu manifestar o alto nível de consciência alcançado, e que o exercício de uma justiça diáfana, transparente e oportuna garante o desenvolvimento social e econômico em igualdade.
“É bom destacar que a sistematização fornece critérios claros e permite que os trabalhadores do sistema judicial ajam com maior eficiência, acessando em cada caso de maneira constante através de um sistema online, e inclusive automatizando algumas operações”, explicou.
Outro dos logros significativos que se destaca em 2023 é a habilitação das audiências virtuais conforme a lei nº 339-22, sobre Uso dos Meios Digitais no Poder Judiciário, em virtude da qual se pode gerenciar e responder a solicitações, assuntos, trâmites, audiências, notificações e comunicações digitais, assim como a assinatura digital e eletrônica por parte de juízes, secretários dos tribunais e demais auxiliares reconhecidos por lei.
