
A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) divulgou seu relatório anual referente ao ano de 2023, no qual destaca como um ponto positivo os avanços alcançados pela República Dominicana em matéria de acesso à Justiça, com a eliminação do acúmulo de processos no Supremo Tribunal de Justiça.
O relatório destaca que, até agosto de 2023, a Segunda e a Terceira Turmas da SCJ eliminaram o atraso judicial nos processos tramitados nos termos da lei sobre o processo de cassação, ao mesmo tempo em que ressalta os esforços para que a Primeira Turma reduza o atraso judicial até o final do ano passado.
Um ponto importante destacado no relatório anual da CIDH é que, no final de 2022, a SCJ reduziu em 81 % o número de processos pendentes de decisão.
Além disso, outro aspecto relevante destacado pelo relatório em relação ao Poder Judiciário da República Dominicana é a ampliação do Sistema de Gestão de Processos (SGC) para a jurisdição penal, com o objetivo de facilitar o acompanhamento e o monitoramento das atividades dos tribunais.
Além disso, considera positiva a publicação do Guia de Comunicação com Perspectiva de Gênero, com o objetivo de promover a linguagem inclusiva entre juízes e juízas, bem como funcionários e funcionárias do Poder Judiciário.
Sobre o Relatório
A Comissão Interamericana de Direitos Humanos publica seu relatório anual em conformidade com o artigo 59 de seu Regulamento, o qual compila de forma abrangente o trabalho realizado por meio de seus mecanismos e os resultados mais relevantes alcançados por esse órgão principal da Organização dos Estados Americanos (OEA). Atualmente, a OEA conta com 34 Estados-membros, entre os quais a República Dominicana.
Em seu relatório anual, a CIDH destaca uma série de medidas, políticas, práticas e programas adotados pelos Estados das Américas, como exemplos de boas práticas, que estão em conformidade com os padrões interamericanos de direitos humanos.
A CIDH é um dos dois órgãos do sistema interamericano responsáveis pela promoção e proteção dos direitos humanos; o outro é a Corte Interamericana de Direitos Humanos, com sede em San José, na Costa Rica.
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