
O Poder Judiciário dominicano alcançou avanços significativos nas iniciativas voltadas para a implementação do Selo Igualando RD para o setor público, conforme informaram representantes do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e do Ministério da Mulher, durante uma reunião de acompanhamento do Comitê de Transversalização de Gênero daquele poder do Estado.
Entre as fortalezas identificadas nesse sentido, destaca-se que o Poder Judiciário alcançou sustentabilidade na estrutura institucional rumo à igualdade de gênero, um alto compromisso com os trabalhos dessa comissão que se mantêm ao longo do tempo e a desenho de um mecanismo de atendimento aos casos de violência.
Entre outros dos avanços está o fato de que o Plano Estratégico Institucional (PEI) está focado e alinhado com os objetivos de equidade, foram reconhecidos os esforços institucionais no monitoramento das disparidades salariais entre homens e mulheres em posições iguais e comprovou-se o apoio institucional nos relatórios dos indicadores de gênero nos compromissos internacionais.
A reunião foi encabeçada pela magistrada Nancy Salcedo, juíza da Suprema Corte de Justiça e coordenadora da Comissão para a Igualdade de Gênero do Poder Judicial; e pela conselheira Bionni Zayas, no encontro em que destacaram o fortalecimento de todas as áreas do Poder Judicial e garantiram o compromisso assumido como poder do Estado em participar desse processo.
A magistrada Salcedo reconheceu o trabalho realizado pelas diferentes áreas administrativas nos avanços para alcançar o Selo, e acrescentou que, mais do que um distintivo, o que se busca é alcançar, em todos os sentidos, uma real igualdade entre homens e mulheres.
“Com muito orgulho, sempre disse isso, desde 2007 o Poder Judiciário conta com uma Comissão de Igualdade. Quando aqui não se falava de gênero, de igualdade, o Poder Judiciário já estava falando de gênero, e é o primeiro Poder do Estado a ter um observatório, destacou.
Por sua vez, a conselheira Zayas sustentou que a igualdade no Poder Judiciário não é um assunto de moda, de iniciativa particular ou desejo de reconhecimento através de uma medalha, mas sim que responde a um compromisso institucional que vem sendo realizado há anos.
“A partir das instituições do Poder Judicial, de suas diretorias e das mais altas autoridades, é um compromisso que os elementos que colocamos em execução e em prática permaneçam, porque isto é mais do que um discurso, é uma filosofia institucional de longa data”, indicou.
Durante a reunião, Rosa Iris Linares, titular da Direção de Justiça Inclusiva do Poder Judiciário, apresentou as ações relevantes para alcançar esse objetivo, relativas à revisão de um regulamento de compras requerido para as pequenas empresas lideradas por mulheres, ao mecanismo de participação cidadã de gênero e pessoas com vulnerabilidade e ao processo de consulta pública para a proposta de um protocolo de ação contra casos de violência, discriminação e assédio, cujo alcance abrange os usuários e usuárias do serviço para que possam apresentar reclamações.
Pelo Poder Judiciário também participaram (por via virtual) o juiz coordenador departamental de Santiago e presidente da Corte de Apelação de Meninos, Meninas e Adolescentes da referida jurisdição, magistrado Juan A. Rodríguez, e o juiz coordenador departamental de Barahona e presidente da Câmara Criminal da Corte de Apelação dessa jurisdição, magistrado Joselin Moreta; entre outros funcionários judiciais. Enquanto que, pelo PNUD, Rosa Matos, encarregada da Gestão e Incorporação de Gênero; e pelo Ministério da Mulher, Alba Polanco, encarregada da Transversalização de Gênero.
O Selo Igualando RD para o Setor Público é uma iniciativa global do PNUD, realizada em conjunto com o Ministério da Mulher. Seu objetivo é promover a igualdade de gênero, bem como estabelecer um Modelo de Gestão com Qualidade para a Igualdade de Gênero na República Dominicana.
