
VIENA, Áustria. – A juíza da Suprema Corte de Justiça (SCJ), María Garabito Ramírez, garantiu que A República Dominicana fortaleceu sua legislação interna e conta com um Poder Judiciário mais autônomo, independente, transparente e ágil, que desempenha um papel crucial na cooperação judicial internacional.
Ele explicou que a consolidação do Poder Judiciário dominicano facilitou processos de extradição, assistência jurídica recíproca, recuperação de ativos, bem como a coordenação com organismos internacionais, o que permitiu desviar a atenção e o interesse da criminalidade na República Dominicana.
A magistrada Garabito Ramírez expressou-se nesses termos ao liderar a delegação dominicana que participou no Trigésimo terceiro período de sessões da Comissão de Prevenção do Crime e Justiça Penal, que esteve acompanhada pela conselheira Bionni Zayas Ledesma.
Além disso, sustentou que, no âmbito do combate à criminalidade organizada, a República Dominicana se fortaleceu por meio da adesão a acordos internacionais e regionais, aderindo à aplicação das Regras e Normas das Nações Unidas em matéria de Prevenção do Crime e Justiça Criminal, entre elas as de Bangkok, Nelson Mandela e Beijing; bem como aos compromissos assumidos na Declaração de Kyoto, rumo ao cumprimento da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.
“O Governo dominicano reafirma a necessidade de fortalecer a cooperação internacional como forma de prevenir e enfrentar os delitos em todas as suas formas e manifestações, e faz um chamado aos Estados para implementarem juntos estratégias efetivas para responder aos desafios e novos delitos emergentes, e adotar medidas idôneas para fortalecer e modernizar nossos sistemas de justiça, assegurou a juíza Garabito Ramírez.
A magistrada, que integra a Sala Criminal da SCJ, explicou que no país foi criada, no ano de 2023, a “Força-Tarefa Conjunta” para combater o crime organizado; além disso, foram implementadas medidas para melhorar a transparência e a prestação de contas nos processos governamentais, bem como para investigar e punir casos de corrupção.
Além disso, a República Dominicana tem colaborado com organismos internacionais e outros países para trocar melhores práticas e fortalecer suas instituições anticorrupção.
Outras iniciativas destacadas por Garabito Ramírez que o país impulsiona no combate à corrupção são a criação do Departamento de Prevenção da Corrupção Administrativa em 1997, a constituição do Conselho Assessor em Matéria de Combate à Corrupção da Presidência da República em 2006, a criação da Direção-Geral de Contratações Públicas; bem como a criação da Direção-Geral de Ética e Integridade Governamental (DIGEIG), em 2012.
“Este esforço foi reconhecido no relatório publicado pela organização independente da sociedade civil Iniciativa Global, sediada em Genebra, na Suíça, intitulado Índice Global de Crime Organizado 2023 (Índice Global de Crime Organizado de 2023), que destaca os avanços significativos realizados pela República Dominicana em sua luta contra a criminalidade organizada e os delitos transnacionais; entre os aspectos avaliados positivamente estão: um marco legal robusto com garantias para a proteção de vítimas e testemunhas; esforços governamentais em iniciativas contra as drogas e a promoção da participação da sociedade civil; bem como o fortalecimento do marco regulatório contra a lavagem de dinheiro”, explicou.
A magistrada Garabito Ramírez disse que, junto com a delegação que a acompanha, reitera e reafirma seu interesse em contribuir para as discussões do debate temático com o objetivo de alcançar a definição de ações concretas que permitam a gestão de cooperação internacional e assistência técnica para prevenir e combater de maneira adequada o crime organizado e outros crimes conexos, aproveitando a experiência de outros países participantes.
A comissão foi acompanhada pela embaixadora e representante permanente da República Dominicana na Áustria, Angela Vigliotta Mella.
